Comentários #Porque sim não é resposta

Comentários sobre o Porque sim… quando de seu lançamento, em 2015.

10 de maio de 2015 0

Quando começou a escrever o poema Porque Sim Não É Resposta, o escritor blumenauense Marcelo Labes não imaginava o quanto ele cresceria até se tornar o livro que será lançado nesta terça-feira, 12, às 19h, no Cafundó Bar Cultural, pela editora Antítese.

Trata-se de uma, ou várias longas respostas escritas em parágrafos, curtos ou estendidos, no melhor estilo ginsberguiano:

– Quando comecei a escrevê-lo, não sabia que poderia se tornar tão grande. E assim foi por um mês, até a hora que eu precisava dar fim ao texto antes que ele desse fim a mim – brinca o poeta.

*Leo Laps, jornalista, para o Jornal de Santa Catarina.

*****

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*Do jornal Expressão Universitária, do Sindicato de Servidores da Universidade Regional de Blumenau.

***

Sobre Marcelo Labes, seu escrito e do porquê das respostas não serem tão fáceis*

Por que sim não basta. E por que não, também não funciona.
É um retrato derradeiro da realidade.
Pelo fato que as situações da vida são contraditórias.
Mesmo querendo fazer o bem, com essa nossa moral, não vamos muito longe, além, do que fazer o mal.
Por morais irrefletidas, por certezas que nos encarceram, em massa.
Complicado, simples mas não simplista, e genial. Por que faz ver, aquilo que não queremos.
Pensar aquilo que não pensamos. E se já pensamos, mais verdadeiro.
É escrita denunciativa, existencial, escrachada, escrota e ainda poética.
Sou poeta, a quem diga. Mas não leio poesia. Abri exceção para Leminski por causa de uma ex-namorada bem louca e desvairada. E para Marcelos Labes. Grande amigo não é, porque é pequeno e sou maior que ele. Grande poeta, que por influência, de certa forma, também me fez sê-lo.
É valido contar que apesar de pouco contato, nossas, minhas experiências com ele, provém de um mundo ideal. Idéias que se compartilham, o que gera tamanha identificação. Disse a um amigo de pouco tempo, mas de laços fortes. E digo o mesmo pra você, o que fez a nossa amizade não é tempo vivido, mas a maneira como compartilhamos ela, de idéias intensas e de pensamentos que só você poderia corresponder.
Li o livro 3 vezes: chorei na primeira, berrei e dei gargalhadas altas na segunda. E na terceira o xinguei em voz alta.
Por profunda sinceridade, de nunca ter vista antes um poema, repito, tão escrachado, escroto e poético, que chapasse a mente de pura poesia. Vontade que tenho é de presentear a todos com seu livro.
O escrito me leva a revoltas que tive, quando moralistas me apontaram o dedo. E sabendo que ele, uma outra pessoa, me trouxe isso, me sinto mais forte.
Descreve as remotas angústias e solidões que poucas pessoas se permitem sentir. Que às vezes nunca virão nem perceber nesta vida.
De que nossos pais e avós, tão sofridas, envelhecendo, não nos parece justo. De pessoas tão boas, e outras cheias de vida, tão à toa.
Das desigualdades sociais, mais marginais e incrédulas de existência. Permeia o texto de uma realidade que precisa ser dita. Defender o óbvio, como Beltrold Brecht.
O sentimento forte, e de compaixão, pela mulher, sim, pelo fato, de apenas serem mulheres que, sendo águias, a sociedade as põe em condições de galinha. Dizia também Leonardo Boff.
Os loucos, os alucinados, os coitados e simplesmente os incompreendidos. Que foram julgados por alguém desconhecido em meio a multidão, condenados a fogueira da loucura moderna global. E o fogo que foi aplaudido em um programa de palco de domingo.
Vendo que o mundo só se torna aquela contradição, que os homens, no inconsciente, se negam a se conscientizar, e por isso continuam dando murro em ponta de faca. E quem
ainda mais sofre essa dor é a mulheres, os pobres e fracos e os loucos.
Algumas divagações, de certa forma fictícias, mas que trazem para o leitor nada mais que a realidade.
É um grande “vá se foder”, generalizado para moral e bons costumes. E para os agentes da lei e da ordem. Pra aqueles que reclamando do pensamento pessimista, quando na verdade ele só é realista.
Eu realmente creio que o mundo ainda vai mudar, mas não enquanto não aceitarmos como ele, de fato é.
Com a maioria que não come.
E a maioria que não sonha.
É um livro contra respostas simples e teorias baratas. Falsos ativistas, e moralistas reais.
Justiceiros banais e pais que botam a culpa em seus filhos, não querendo entender, e filhos que culpam seus pais, também não querendo entender.
A vida é uma bosta. Como diria Bukowski.
Mas cabe saber na entrelinhas da vida, saber amar, pulsar. Não se matar, cortando os
impulsos.
Morrer de viver intensamente, parecendo despreocupado. Puto e preocupado.
Não se fala pra dar lição de moral, mas se comunica pra se encontrar com aqueles destemidos que ousam, às vezes, pensar como você.

*Por Ramon Lima, amigo & poeta.

***

Porque sim não é resposta “é um livro instigante e perturbador, onde o sim não é uma resposta aceitável”.

Por Iran Silveira, para o Farol Blumenau.

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Autor: marceloLABES

Poeta e trapaceiro. Autor de "Falações", "Porque sim não é resposta", "O Filho da empregada" e "Trapaça" (Oito e Meio, 2016). Edita o blog O poema do poeta, onde publica manuscritos de autores vivos & mortos.

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